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MPF pede 7 anos de prisão para ex-ministro Geddel Vieira Lima.

Postada em 10/02/2018 09:13:59 -
Por: JNHOJE

 

Aliado de Temer responde por constranger doleiro Lúcio Funaro para evitar ou dificultar acordo de delação.

 

O MPF (Ministério Público Federal) pediu nesta sexta-feira (9) que o ex-ministro e ex-assessor especial do presidente Michel Temer, Geddel Vieira Lima, seja condenado a sete anos de prisão.

Na solicitação feita à 10ª Vara da Justiça Federal, os procuradores da República afirmam que Geddel tentou “constranger e gerar apreensão” ao doleiro Lúcio Funaro, por intermédio de sua família, para evitar ou dificultar acordo de colaboração nas Operações Sépsis e Cui Bono.

A solicitação levou em conta o fato de Geddel ser agente público que realizou o monitoramento criminoso. "Sua conduta foi extremamente reprovável em comparação com qualquer outro agente em crimes que tem relação com o poder público", dizem os procuradores.

A equipe da força-tarefa da Operação Greenfield afirma que o ex-ministro ligou “intensamente” para Raquel Pitta, mulher de Funaro, com “objetivo de manter o silêncio do investigado ou com que não colaborasse com a Justiça”.

De acordo com as investigações, Raquel Pitta recebeu ao menos 17 contatos telefônicos de Geddel entre os dias 13 de maio e 1º de junho de 2017. A equipe destaca que a prática permitia que Geddel “captasse o estado de ânimo de Lúcio Funaro”.

“Era incutida em Lúcio Funaro a apreensão e o temor por represálias, para que não colaborasse espontaneamente com as investigações, causando, portanto, embaraço a investigação de crimes praticados por organização criminosa”, afirma o grupo de procuradores.

O MPF ainda que Geddel "praticou crime em nome da cúpula política que atuava no próprio governo federal, traindo a confiança do povo brasileiro e ofendendo, por consequência, os titulares do poder soberano que devem ser respeitados no sistema democrático do País”.

Marluce Vieira Lima, mãe dos deputados Geddel Vieira Lima e Lúcio Vieira Lima, ambos do MDB-BA, entrou com um pedido para o STF (Supremo Tribunal Federal) rejeitar a medida cautelar de prisão domiciliar apresentada pela PGR (Procuradoria Geral da República) contra ela.

Além disso, a PGR pediu para que a mãe de Geddel use uma tornozeleira eletrônica, com fiança de 400 salários mínimos e proibição de manter contato, receber em casa ou usar para fins pessoais os secretários parlamentares do filho deputado. O ministro Edson Fachin vai analisar o caso e não existe um prazo para a decisão.

Em dezembro de 2016, a PGR denunciou os irmãos Geddel e Lúcio ao STF no caso do bunker em Salvador (BA), em que foram encontrados R$ 51 milhões. Na denúncia, foi pedido o recolhimento noturno de Lúcio Vieira Lima e a prisão domiciliar de Marluce. A Polícia Federal atribui o imóvel a Geddel, que está preso. Relembre as polêmicas de Geddel Vieira Lima:

 

Fonte: R7

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